Autódromo na Floresta de Camboatá é ameaça ao Rio

Uma das maiores ameaças ao equilíbrio ambiental da cidade acaba de chegar à Câmara Municipal – é o PLC135, do Crivella, que autoriza a construção do Autódromo em área florestal

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Uma das maiores ameaças ao equilíbrio ambiental da cidade do Rio de Janeiro acaba de chegar à Câmara Municipal – é o Projeto de Lei Complementar 135, do prefeito Crivella, que autoriza a construção do Autódromo Parque e instalações comerciais em uma área florestal de Deodoro. O empreendimento pode ser votado a qualquer momento e, caso seja aprovado, vai abalar o último território de Mata Atlântica de Áreas Planas do nosso município, a Floresta de Camboatá.

Com 1,6 milhão de m², a área pertence à União e faz divisa com os grandes maciços cariocas da Tijuca, de Gericinó e da Pedra Branca. O local abriga dezenas de espécies de animais e inúmeras nascentes e pequenas lagoas, com peixes e anfíbios ainda pouco estudados. Os movimentos ambientais pedem que o autódromo seja construído em uma área vizinha, já degradada, e também de propriedade do Exército/ União. 

Em agosto deste ano, por unanimidade, os desembargadores da 5º Turma do Tribunal Federal da 2ª Região (RJ e ES) determinaram a suspensão do empreendimento até que sejam apresentados os Estudos de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) do projeto. A contratação só poderá ser feita depois que o órgão ambiental atestar a viabilidade ambiental do empreendimento no local.O projeto, incluído no programa de parcerias público-privadas (PPPs), está com a licitação engatilhada, ameaça a qualidade de vida na Zona Oeste, uma das mais afetadas pelo descaso ambiental de seguidas administrações do Rio. O que é isso, prefeito? Por quê?

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