Automação é ou não é a solução para a dupla função?

Automação é muito bom, mas não resolve tudo; muito menos no caso da dupla função de motoristas de ônibus.

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Automação é muito bom, mas não resolve tudo; muito menos no caso da dupla função de motoristas de ônibus.

Isso porque não dá para o motorista atender, com segurança, todas as demandas de uma vigem – cumprir tempo e cota de passageiros, receber dinheiro e dar o troco, liberar a catraca, conferir a identidade de quem tem direito à gratuidade e ainda não conseguiu o cartão, vigiar a porta traseira para ver se os passageiros desceram em segurança e se não entrou algum carona ou até um assaltante, auxiliar pessoas com dificuldades de embarcar, dar informação sobre o trajeto, prestar contas aos fiscais, sair do ônibus para manobrar o elevador de cadeirantes e, claro, dirigir. É demais!

Ou seja, não dá pra dispensar o apoio de um segundo profissional dentro do veículo. Mesmo com a bilhetagem eletrônica, o cobrador ou o auxiliar de viagem tem que continuar.

A gente vê isso no VLT, um modelo de automação, que inclui a retirada das catracas, mas não dispensa o apoio de agentes e fiscais dentro dos veículos. O mesmo acontece nos mais avançados e sempre citados sistemas europeus e latino-americanos de transporte público.

A automação não pode acabar com o emprego.

Por isso, apoie o PL 1298-A, que proíbe a dupla função, garante o emprego e não mexe com a tarifa.

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