Brasil volta à lenha e ao carvão

A crise provocada pelo golpe e a paralisia do governo Bolsonaro, que nada tem feito para melhorar a situação do povo, castigam diretamente os mais empobrecidos

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A crise provocada pelo golpe de 2015/2016 e a paralisia do governo Bolsonaro, que nada tem feito para melhorar a situação do povo, castigam diretamente os mais empobrecidos. É o que mostra o mais recente estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), comprovando que o nível de desigualdade no Brasil só cresceu e bateu recorde nos primeiros três meses de 2019.

Veja só. Até 2015, a renda dos mais ricos aumentou 5%, mas a renda dos mais pobres subiu o dobro, 10%. Bons tempos, em que a desigualdade ia diminuindo.  Agora, tudo mudou. No primeiro trimestre de 2019, a renda dos mais pobres caiu, teve uma queda recorde de 20%, enquanto a renda dos mais ricos aumentou 3,3%.

O resultado disso é que o Brasil voltou aos tempos do carvão e da lenha. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14 milhões de famílias brasileiras trocaram o gás de cozinha por lenha ou carvão, para cozinhar ou esquentar a água. O desemprego, que alcança 13,4 milhões de trabalhadores, e as seguidas altas no preço do botijão de gás fizeram isso. O maior problema acontece na nossa região Sudeste, onde 2,9 milhões de famílias vivem nesta triste situação.

O mesmo IBGE registra um outro indicador do aumento da desigualdade, o da moradia. É que encolheu o número de famílias com casa própria, entre 2016 e 2018; caiu de 74,4% para 72,6%. Na outra ponta, aumentou bastante a quantidade de pessoas que moram de ALUGUEL ou de FAVOR; esse grupo cresceu 9%. Hoje, quase 20 milhões de famílias estão nesta situação, inúmeras só tendo abrigo por conta da solidariedade de um familiar ou amigo.

Como denunciamos desde o início, o golpe foi contra os mais pobres. E o governo atual, que apoiou o golpe, só faz piorar a situação. Contra isso, lutamos.

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