Cais do Valongo pode virar Patrimônio da Humanidade

O vereador Reimont, autor da Lei que incluiu a lavagem simbólica do Cais do Valongo no calendário oficial de eventos da cidade entregou a superintendente do IPHAN /RJ, a moção de Congratulação à candidatura do Cais do Valongo à Patrimônio da Humanidade

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Presidente da Comissão de Cultura e autor da Lei 5.820/2014, que incluiu a lavagem simbólica do Cais do Valongo no calendário oficial de eventos da cidade, o vereador Reimont entregou a Monica da Costa, superintendente do IPHAN /RJ, a moção de Congratulação à candidatura do Cais do Valongo à Patrimônio da Humanidade, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A entrega ocorreu no último sábado, 1º de julho, na cerimônia de lavagem do espaço, que homenageia os africanos escravizados. Considerado o maior porto de escravos das Américas, estima-se que, por ali, passaram cerca de dois milhões de pessoas trazidas, principalmente, do Congo e de Angola. Como registrou o Embaixador Alberto da Costa e Silva, e a moção destaca, o local “é testemunha material do tráfico transatlântico, local que encerra as mais expressivas raízes da matriz africana no Brasil, pela presença contínua e ininterrupta de africanos e seus descentes”.

O Cais do Valongo – redescoberto em 2011, nas obras de revitalização do porto – é um memorial a céu aberto.  Em 2014, foi sancionada a lei do vereador Reimont, inspirada por Mãe Edelzuita de Oxaguian e Mãe Celina de Xangô, presidente do Centro Cultural Pequena África. 

“A cerimônia de lavagem remete à memória da escravidão e reconhece a importância histórica de mulheres, homens e crianças trazidos à força da África para aqui trabalharem”, diz o vereador. “O evento contribui para conhecer e compreender a nossa formação como povo; foram 350 anos de uma escravidão que tem reflexos até hoje, na discriminação e na violência que tanto afetam e ofendem a população negra.”

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