Conflito entre ONG e Prefeitura ameaça projetos sociais

Rompimento do convênio entre a Prefeitura e a ONG Viva Rio coloca em risco a continuidade de projetos sociais direcionados a adolescentes e mulheres.

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A Comissão Especial da População em Situação de Rua, presidida por Reimont, fará uma reunião, no próximo dia 20 de setembro, para debater a continuidade de projetos sociais direcionados a adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social e de dependência química, colocados em risco a partir do rompimento do convênio entre a Prefeitura e a ONG Viva Rio, que foi anunciado no primeiro dia do mês.

A rescisão do contrato culminou um processo de conflito entre a ONG, há meses sem receber repasse de recursos, e a Prefeitura, que acusa o Viva Rio de não fazer uma adequada prestação de contas.

A situação mais grave é do projeto Casas Viva – que atende adolescentes, com abordagem em saúde, educação e assistência social –, que já está em fase de desativação. O programa foi criado em 2013, para ser executado em co-gestão entre a prefeitura e o Viva Rio, em quatro unidades, nos bairros de Bangu, Bonsucesso, Penha e Del Castilho. Os espaços servem de moradias provisórias para os jovens em situação de risco. No último dia 01/09, os 48 adolescentes acolhidos foram transferidos para a Central Carioca, para o abrigo Dom Hélder Câmara e para a Central Taiguara.

Também é preocupante a situação do Espaço Eloos da Cidadania, em Campinho, que atende mulheres grávidas ou que estejam amamentando e passem por situação de risco, incluindo de dependência química. Na mesma sexta-feira, dia 1º/09, as sete mulheres abrigadas naquele momento foram transferidas, em caráter emergencial, para o abrigo Maria Tereza, por conta do corte na energia elétrica.

“É aquela velha história, nessa briga, quem acaba sofrendo são os pequenos, os mais vulneráveis”, diz Reimont.

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