Crivella e os empresários de ônibus

A grande mobilização dos servidores municipais não conseguiu barrar a primeira votação do projeto de Crivella, que inclui a taxação das aposentadorias e pensões em 11%

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A grande mobilização dos servidores municipais, que lotaram as galerias da Câmara no dia 20/06, não conseguiu barrar a primeira votação da reforma da Previdência de Crivella, que inclui a taxação das aposentadorias e pensões em 11%, para quem ganha o teto de R$ 5.645,80. O valor a pagar será de cerca de R$ 620,00.

Não foi uma vitória fácil. Em números, a Prefeitura obteve 28 votos a favor e 20 contra. Mas o preço foi alto. Para defender o nefasto projeto e comandar a votação, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, pediu exoneração do cargo e reassumiu a vaga na Câmara, por apenas um dia. Como resposta, recebeu uma vaia de aproximadamente 15 minutos; mal conseguiu defender o projeto.
Nós, da oposição, ainda apresentamos uma emenda que reduziria a isenção do ISS das empresas de ônibus, que passaria de 0,01% para 2%. Isso geraria uma arrecadação do mesmo valor que o prefeito quer tirar do bolso dos servidores inativos. Não passou.

Pergunto: o que justifica o privilégio dos empresários de ônibus? Por que taxar os inativos e deixar de lado os responsáveis por um serviço péssimo, ônibus caindo aos pedaços, sem ar condicionado e que obriga motoristas a cumprirem dupla função (dirigir e cobrar). Até quando Crivella vai jogar contra a população?

Crivella, que jurou “cuidar das pessoas”, retira direitos de quem dedicou a sua força de trabalho e grande parte de sua vida a servir a Prefeitura e a população da cidade. Mas essas mulheres e esses homens não desistem. Continuarão nas ruas, conscientizando as pessoas e defendendo os seus direitos. Sempre na luta.

Aumento

Com a liberação do aumento das passagens, perdemos uma importante batalha no combate ao poder desmedido e à ganância das empresas de ônibus. Mas continuaremos na luta. Também continuaremos na luta para que seja cumprida a Lei 6304, de minha autoria, que proíbe a dupla função dos motoristas de ônibus, com a volta imediata dos cobradores.

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