Crivella acelera ações contra a população carioca

A gestão do prefeito Crivella parece disposta a acelerar as ações contra a população carioca. Nos últimos dias, as propostas alarmantes são muitas.

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Privatização da Água e Esgoto – O prefeito enviou para a Câmara Municipal um Projeto de Lei solicitando a autorização para a entrega dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário a uma empresa privada. Com apenas três linhas de texto, o projeto pouco informa. Parece que Crivella quer mais um cheque em branco da Câmara; mas não vamos concordar.    

Considero que é mais uma grave ameaça à população. O projeto coloca em risco o programa de ampliação da rede de esgotos do Rio (o chamado Pacto pelo Saneamento), a CEDAE e, principalmente, a economia, a saúde e a vida da população, já que a falta de saneamento provoca doenças como dengue, chicungunha, febre amarela, diarreias e verminoses.
Pode matar.

A privatização dos serviços também traz a ameaça de aumento nas contas, sacrificando ainda mais as pessoas. A lógica das empresas privadas é a do lucro. Como  a Prefeitura cuidará dessa questão? Como serão tratadas as populações das áreas pobres? As tarifas sociais serão mantidas?

Esgotamento sanitário é questão de saúde pública e água não é mercadoria, é direito essencial à vida.

Educação à Distância – A Secretaria Municipal de Educação aprovou, em novembro, no Conselho Municipal de Educação, a permissão para transformar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em curso semipresencial. As aulas presenciais do segundo ciclo (do 6º ao 9º ano) do ensino fundamental desta modalidade serão reduzidas pela metade.

A proposta também altera a situação dos professores, com a diminuição do tempo de aulas presenciais e a ampliação do número de estudantes atendidos, por turno. Esses profissionais temem dispensas e mudanças na remuneração. A preocupação parece fundamentada, já que a Prefeitura prevê um corte de 51% nos recursos da EJA, de acordo com a Lei Orçamentária Anual 2019 encaminhada à Câmara e que será votada nos próximos dias, ainda sem data definida. Já estamos trabalhando em emendas e projetos para reverter o problemão.

Demolição do Projeto de Olho no Lixo – Uma ação conjunta de diversos órgãos da Prefeitura do Rio, com apoio da Polícia Militar, demoliu toda a estrutura do projeto De Olho no Lixo, que funcionava em um terreno do estado, na Rocinha. A ação foi considerada arbitrária e desrespeitosa pela Secretaria de Estado do Ambiente.

Implantado em 2016, o projeto emprega 30 agentes ambientais, que trabalham para reduzir o impacto negativo provocado pelo lixo. Em dois anos, o grupo coletou e reciclou 3.400 litros de óleo de cozinha e 888 toneladas de resíduos sólidos. O De Olho no Lixo também abrigava uma classe de alfabetização de adultos, uma sala de inglês para os cooperados, e duas oficinas de educação ambiental – a EcoModa e o Funk Verde, para a produção de roupas e acessórios e de instrumentos a partir de material reciclado.

Em nota, a Prefeitura disse que a demolição atende ao projeto de “reurbanização da Rocinha”, que a ONG será transferida para outro local (mas não disse qual) e garante que tentou negociar com todos, o que é negado por todas as outras, incluindo a secretária do estado. Enquanto isso, as pessoas estão sem trabalho, renda e aulas.

Rua Particular – A Prefeitura anunciou uma obra de trânsito na Barra da Tijuca que vai beneficiar, PASMEM!, o próprio prefeito Crivella, morador de um condomínio que ganhará a nova rua ou atalho, como estão chamando, já que a via encurtará o caminho para a Avenida Ayrton Senna. Em meio a negativas, justificativas e idas e vindas, ficamos sabendo que o mimo custará R$ 2,6 milhões. O trabalho, no entanto, segundo a prefeitura, ainda não está aprovado. Esperamos que não seja.

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