Cultura na resistência

Agentes e trabalhadores da Cultura dedicaram-se ao debate sobre o “Plano Estratégico da Cultura – uma questão orçamentária”, em Audiência Pública da Comissão de Cultura

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Agentes e trabalhadores da Cultura dedicaram a manhã de 07/10 ao debate sobre o “Plano Estratégico da Cultura – uma questão orçamentária”, em Audiência Pública da Comissão Permanente de Cultura. O sentimento coletivo é de que há uma grave ameaça ao setor, em todas as esferas – federal, estadual e municipal.

“Um dos primeiros atos do usurpador foi tentar acabar com o Ministério da Cultura”, lembra Reimont, presidente da Comissão. “Ele só recuou por causa da forte pressão do movimento OcupaMinC, realizado em todo o Brasil. Temer voltou atrás, mas não parou a perseguição – em pouco mais de um ano, já trocou quatro vezes de ministro, não tem política para o setor e, só em 2017, cortou 43% do orçamento da pasta.”

No estado, a crise gerada por Cabral e Pezão está acabando com o histórico Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sem salários, os profissionais da Casa protestam, enquanto pedem doações de alimentos; só a dedicação e o compromisso desses trabalhadores e trabalhadoras impedem o fechamento do teatro. Também sem verbas, perigam os inúmeros equipamentos, projetos, cursos e pesquisas culturais das universidades estaduais.

Isso se repete na cidade, onde o prefeito proíbe manifestações culturais e artísticas populares, vira as costas para o Carnaval, veta o projeto de lei do Samba carioca, prega a censura, insufla o ódio às artes, reduz o orçamento da pasta. Em março, cortou 25% do orçamento dos teatros da rede municipal. O Solar Del Rei, patrimônio histórico e cultural de Paquetá, do Rio e do Brasil, ostenta, na entrada, uma placa onde se lê: “Área interditada. Risco de vida”, em uma simbólica e sinistra mensagem aos que valorizam a Cultura.

Realmente, está muito difícil comemorar o 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura. Só a resistência vai recuperar a dignidade da data.

 

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