Reforma Antitrabalhista prejudicará até quem já está empregado

A classe trabalhadora está a quatro meses de perder os direitos duramente conquistados ao longo de décadas de luta

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A classe trabalhadora está a quatro meses de perder os direitos duramente conquistados ao longo de décadas de luta. Ainda este ano, a partir de novembro, entra em vigor a nova lei criada pela reforma antitrabalhista, sancionada pelo usurpador Michel Temer.

Mesmo os cerca de 33 milhões de brasileiros e brasileiras que ainda têm emprego com carteira assinada não irão escapar da nova legislação, que rasgou a CLT, já que ela permite a mudança de regras mesmo de contratos já em vigor. Será possível mexer em todos os itens que a reforma estabelece de “livre” negociação entre o patrão e o empregado, sem a participação do sindicato; por exemplo, banco de horas, parcelamento de férias, jornada de trabalho e demissão. Resumindo, o contrato anterior, baseado na CLT, vai para o lixo e fica valendo o que o empregador quiser.

Para quem ganha acima de 11 mil reais e tem diploma superior, a lei será ainda mais flexível. Nesses casos, a tal reforma abre caminho para o que chama de “livre estipulação”. Ou seja, patrão e empregado poderão negociar praticamente tudo.

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