Saúde a beira do abismo

Avança o desmonte do SUS, trazendo riscos para mais de 150 milhões de pessoas.

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No momento em que o engenheiro Ricardo Barros deixa o ministério da Saúde e é substituído pelo advogado Gilberto Occhi, ambos do Partido Progressista (PP), as organizações de médicos, trabalhadores e usuários do SUS protestam contra o sucateamento da saúde pública. Eles denunciam a falta de recursos e os graves problemas de gestão que vão deteriorando a qualidade na prestação de serviço à população.

Responsável pelo atendimento a cerca de 150 milhões de pessoas que dependem exclusivamente do serviço, o SUS também responde por 100% do tratamento dos casos de HIV/AIDS, 80% dos casos de transplantes de órgãos e 85% dos tratamentos de câncer, mesmo de pacientes com planos de saúde privados. O segmento que mais usa o SUS é o da população idosa.

“Os efeitos do congelamento de investimentos ainda não se fizeram sentir plenamente, mas, a partir de 2019, já será mais visível. Estamos no pior dos mundos. A perspectiva é de crise sanitária, tanto assistencial como uma crise da saúde pública, no sentido das doenças imunopreveníveis, infectocontagiosas, questões que haviam sido superadas, como a febre amarela”, avalia José Sestelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.

Nos protestos organizados pela Frente Democrática em Defesa do SUS, os médicos denunciaram o esforço deliberado do governo Temer de desmontar a saúde pública, em benefício das empresas de saúde privada.

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