Sociedade discute políticas para a Pequena África

O Museu da Escravidão e da Liberdade, proposto pela Prefeitura, e a inclusão dos moradores da chamada Pequena África foram os principais pontos da Audiência Pública

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O Museu da Escravidão e da Liberdade, proposto pela Prefeitura, e a inclusão dos moradores da chamada Pequena África foram os principais pontos da Audiência Pública que discutiu, no último 11/08, uma proposta de políticas voltadas para esta área, que engloba os bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo, a zona portuária e o Cais do Valongo, hoje, Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os participantes defenderam a implantação de um amplo centro de memória e conhecimento, que agregue toda a região, inclusive os inúmeros marcos históricos locais. Eles foram unânimes ao insistir que qualquer ação na área deve incorporar as comunidades ali instaladas, assegurando moradia e projetos de geração sustentável de trabalho e renda, promovendo tanto o reconhecimento histórico como a inserção social dessas pessoas. Outro ponto comum nos discursos foi o alerta para o crescimento da violência contra a juventude negra.

“Foram 350 anos de uma escravidão que tem reflexos até hoje, na exclusão, discriminação e violência que afetam e ofendem a população negra”, lembrou Reimont, que presidiu a Audiência, como presidente da Comissão Permanente de Cultura.

A secretária de Cultura, Nilcemar Nogueira, destacou a necessidade de um trabalho coletivo de construção da memória do negro e ressaltou que o museu proposto pela Prefeitura não seguirá modelos tradicionais.

Também participaram da mesa Marcelo Dias, do Movimento Negro Unificado, Damião Braga Soares dos Santos, do Quilombo Pedra do Sal, Merced Guimarães, do Instituto dos Pretos Novos, a advogada e ekedi Maria Moura, Silvia Mendonça, do Ilé Ogum Megegê Asé Baru Lepê, e Rilden Ramos Mendes, da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto

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