Solidariedade latino-americana em visita à Argentina

Em viagem a Argentina, o vereador Reimont se reuniu com Hebe de Bonafini, presidente e uma das fundadoras da associação Mães da Praça de Maio e participou da marcha das Mães

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Em viagem a Argentina, o vereador Reimont teve dois importantes encontros no dia 26 de janeiro. No início da tarde, se reuniu com Hebe de Bonafini, presidente e uma das fundadoras da associação Mães da Praça de Maio, grupo de mães de jovens assassinados pela ditadura militar da Argentina, no período de 1976 a 1983. Reimont também participou da marcha das Mães.

Hoje com 87 anos, Hebe Bonafini perdeu os dois filhos homens na época: Jorge Omar e Raúl Alfredo constam da trágica lista dos 30 mil militantes argentinos mortos pelos governos militares. O protesto contra esses assassinatos e contra a tortura levou à criação da associação das Mães da Praça de Maio. Naquele espaço, sempre com lenços brancos na cabeça, elas se reúnem há 40 anos, todas as quintas-feiras, às 15h30m, para lembrar ao país e ao mundo a morte cruel de suas filhas e seus filhos e para denunciar violações aos direitos humanos, as ditaduras e a tortura, na esperança de que não se repitam.

“Participar deste ato foi um momento de grande emoção e força, de uma riqueza difícil de descrever. Estar ao lado de Hebe de Bonafini e suas companheiras significa estar presente, de forma muito significativa, na luta mundial contra a injustiça, contra a tortura, contra a barbárie. Mas, acima de tudo, é receber a lição de que jamais devemos desistir da luta, em qualquer tempo, em qualquer idade, sob qualquer motivo”, disse Reimont.

Em seguida, o vereador seguiu para uma reunião no Comitê pela Liberdade da deputada do Parlasul e ativista Milagro Sala, considerada a primeira presa política do governo Maurício Macri. Milagro foi presa em 16 de janeiro de 2016, por sua militância em defesa das populações mais empobrecidas e pelo direito à moradia. A luta por sua libertação mobiliza diversas instituições e personalidades em todo o mundo, incluindo a ONU e o Papa Francisco. Na sede da Organización Barrial Tupac Amaru, em Buenos Aires, a luta contra o golpe no Brasil também foi lembrada.

“Lutar pela libertação de Milagro Sala é lutar contra o ideário neoliberal que, hoje, sangra a América Latina e financia os ataques aos direitos da população e a perseguição aos movimentos sociais. A esquerda, no Brasil, deve lutar pela libertação de Milagro Sala, assim como a esquerda, na Argentina, deve lutar contra o golpe que abateu a democracia brasileira e derrubou a presidenta Dilma Rousseff”, defendeu o parlamentar.

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