A mulher e a Reforma da Previdência

Neste mês de março, aumenta a importância da luta em defesa da vida, dos direitos e da dignidade da mulher.

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Neste mês de março, quando o país toma conhecimento do forte crescimento da violência contra as mulheres, aumenta a importância da luta em defesa da vida, dos direitos e da dignidade da mulher.

Em 2016, houve um aumento de 123% nos relatos de violências sexuais, em relação a 2015.

Em 2017, as denúncias cresceram 133%. No Carnaval do Rio, uma mulher foi agredida a cada quatro minutos.

Não tenho dúvidas de que essa tragédia tem raiz no golpe. Cotidianamente, desde que foi reeleita, a presidenta Dilma Rousseff sofreu um ataque sem tréguas e sem limites, amparado em uma das mais ofensivas campanhas já vistas contra uma mulher, pelo fato de ser mulher. A imprensa golpista amplificou e banalizou cada xingamento e agressão à presidenta, em verdadeira lavagem cerebral.

Ali, foi dada a licença para agredir uma mulher.

Dilma resistiu, guerreira, firme, inquebrável. Mas parte da sociedade, inclusive mulheres, foi contaminada por essa cultura misógina. Isso, certamente, influenciou esta escalada de ataques.

Agora, um novo golpe se avizinha, com uma reforma previdenciária talhada para penalizar, principalmente, as mulheres, e, em especial, as mulheres mais pobres.

A reforma desconhece que, além da jornada cumprida no trabalho remunerado, a imensa maioria das mulheres brasileiras acumula as tarefas domésticas. Mais de 94% das trabalhadoras com renda de até um salário mínimo também dedicam as horas de “folga” aos afazeres em casa, o mesmo acontecendo com quase 80% das mulheres com renda superior a oito salários mínimos.

Assim, elas trabalham, em média, por semana 7,5 horas a mais do que os homens. A reforma dos usurpadores ignora este fato e quer impor uma falsa igualdade aos desiguais. É preciso ir às ruas barrar essa estupidez!

NEM UM DIREITO A MENOS

NEM UMA A MENOS

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