Ainda dá tempo de salvar a Amazônia

“O desmatamento significa matar a humanidade.” – Papa Francisco

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O Brasil queima a partir da Amazônia. Dos 72.843 focos de incêndio, a maioria ocorre em cinco dos nove estados da região – Mato Grosso, com 13.682 focos; Pará, com 9.487; Amazonas, com 7.003; Tocantins, com 5.751, e Rondônia, com 5.533. Os outros quatro estados amazônicos – Acre, Amapá, Roraima e parte do Maranhão – somam quase 12 mil focos.

O fogo afeta cidades e áreas indígenas, ameaçando as populações e matando os animais. No Mato Grosso, o Parque Nacional Chapada dos Guimarães já perdeu 12% de sua vegetação; no Mato Grosso do Sul, o fogo chegou à Terra Indígena Kadiweu; em Rondônia, atingiu a Reserva Extrativista Jaci-Paraná.

Junto com a queimada, há o desmatamento. O corte de árvores aumentou 66%, em julho. Segundo alguns cientistas, a floresta não conseguirá se recuperar, se a devastação chegar a 40%; outros estimam o risco em 25%. 

Mas o governo reduziu em cerca de 30% as operações de combate ao desmatamento e em 65% a aplicação de multas, cortou 50% do orçamento para a construção do centro de prevenção de incêndio do Ibama e tirou R$ 5, 4 milhões da área de fiscalização e combate a incêndios do ICMBio. 

O grande volume de vapor de água produzido pela Floresta Amazônica forma as chuvas que irrigam a mata e também as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do nosso país. Sem essa umidade, o centro-sul, por exemplo, seria quase um deserto. 

Preservada, a Floresta Amazônica é um fator precioso de desenvolvimento para o Brasil. Devastada, ameaça a vida e o planeta. “O desmatamento significa matar a humanidade.” – Papa Francisco

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