Armas, pra quê?

Reimont analisa a proposta de armar a Guarda Municipal, apontando desvantagens do projeto. Ele também defende um plano de cargos e salários para os guardas.

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Um dos principais temas de debate na Câmara dos Vereadores, na semana passada, foi a questão do armamento da Guarda Municipal. O assunto voltou à tona após a consulta pública realizada em Niterói, no último dia 29/10, quando a grande maioria dos eleitores daquela cidade disse NÃO à proposta de autorizar os guardas municipais a usarem armas letais, em serviço. A Câmara do Rio já rejeitou um projeto igual, mas os parlamentares a favor das armas avisaram que farão uma nova proposta, igual, no próximo ano.

Desde sempre, Reimont tem se posicionado contra o armamento, que, segundo ele, não solucionará o problema da segurança e ainda colocará em risco os próprios guardas municipais.

“O Rio já conta com um grande aparato policial armado, não precisa de mais. Armar a Guarda Municipal só favorece os fabricantes de armas, que, para vender mais, tentam nos convencer que arma é sinônimo de segurança. Não é. Conversando com os guardas municipais, nas ruas, vemos que a maioria deles também não quer armas. Eles querem é um plano de carreira, um plano de cargos e salários, uma política de vigilância por proximidade com as pessoas. E é disso que precisamos, de uma Guarda Municipal que cuide do patrimônio da cidade e dialogue com a sociedade, que esteja nas ruas.”

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