Aumentar o IPTU? Por que não cobrar dos grandes sonegadores?

Desde o primeiro momento, me coloquei totalmente contra a maneira apressada como foi encaminhada a mensagem do prefeito sobre o IPTU

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Desde o primeiro momento, me coloquei totalmente contra a maneira apressada como foi encaminhada a mensagem do prefeito sobre o IPTU, que impõe alterações profundas na aplicação do imposto, sem qualquer consulta à população e a seus representantes no Legislativo. Já fiz voto em contrário e em separado, pela Comissão Permanente de Cultura, que presido na Câmara Municipal.

Essas mudanças incluem desde a revisão do valor venal dos imóveis, o que implicaria em aumentos de até 67,19%, ao fim da isenção de imóveis como a concedida a Unidades Autônomas Populares (UAPs), o que pode prejudicar mais de 320 mil famílias. É impossível examinar, açodadamente, uma questão dessa complexidade, e que tanto afetará a vida das pessoas.

Além disso, também questionamos o fato da Prefeitura não se manifestar em relação aos 15 grandes sonegadores de impostos municipais, o IPTU e o ISS, cuja dívida vai além de 9 bilhões de reais.

A Coordenadoria de Auditoria e Desenvolvimento, na inspeção realizada em março de 2015, constatou uma sonegação de IPTU de R$ 4,2 bilhões dos 15 maiores sonegadores, que são os espólios de Abílio Soares de Souza e de Pasquale Mauro, da Fundação Getúlio Vargas, da Dataprev e da Construtora Carvalho Hosken, entre outros. Ao ISS, a dívida dos maiores sonegadores, como a Unimed e o Jóquei Clube,  é de mais de R$ 4,8 bilhões. É disso que precisamos tratar, quando pensamos em arrecadação. Ao invés de aumentar os impostos, é preciso ir atrás dos sonegadores, combater a sonegação, e, não, colocar sobre as costas do cidadão carioca uma taxação maior.

 

Assista a minha fala no plenário sobre o assunto: https://www.facebook.com/reimont13/videos/1429542940401456/

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