Caos na Saúde coloca vidas em risco

A saúde pública está sob séria ameaça em todo o país, mas, particularmente, na cidade do Rio de Janeiro. Por aqui, o abandono explode de maneira cruel na Zona Oeste.

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Caos na saúde do Rio

A saúde pública está sob séria ameaça em todo o país, mas, particularmente, na cidade do Rio de Janeiro. Por aqui, o abandono explode de maneira cruel na Zona Oeste. Por causa das mudanças sem critério implantadas pela prefeitura, os profissionais da área tiveram os salários reduzidos em 30% e a maioria não aceitou as novas e péssimas condições de trabalho. Trabalhadores de várias UPAs estão sem receber salários e vales alimentação e transporte, como os de Sepetiba, Paciência e Santa Cruz, da Maternidade Maria Amélia (só receberam 50%) e o CIEDS Juliano Moreira. Resultado: já estão sem médicos as Clínicas da Família Armando Palhares, em Realengo; Fiorello Raymundo, em Bangu; Wilson Melo, na Vila Kennedy, e Olympia Esteves, em Padre Miguel, além do Centro Municipal de Saúde Manoel de Abreu, em Santíssimo. Para piorar, Crivella acabou com o Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso.

Já na esfera nacional, Jair Bolsonaro rompeu contratos com laboratórios públicos que produziam 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS e que beneficiavam mais de 30 milhões de pacientes em tratamento contra diversos tipos de câncer, diabetes, doenças autoimunes, Hepatite C e renais crônicos. A maior parte dos remédios suspensos é de combate ao câncer, especialmente o de mama, o mais letal para as mulheres.

O governo Bolsonaro não explica por que rompeu os contratos, que até garantiam preços 30% menores do que os do mercado. Só diz que é um “ato transitório”, mas esquece a urgência de quem está doente. Já a Secretaria Municipal de Saúde anuncia medidas paliativas, que não vão solucionar o problema da rede municipal.

A eles, o nosso repúdio. O que exigimos é o respeito às pessoas, o respeito à vida.

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