Carnaval, Saúde e Educação

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O Carnaval de 2019 bateu recordes. Segundo a Riotur, comércio, hotelaria e serviços faturaram R$ 3,78 bilhões, só nos QUATRO dias oficiais. O número de turistas saltou de 1,5 milhão, em 2018, para 1,62 milhão. O Carnaval de Rua, grande atração da folia, levou 7 milhões de pessoas a blocos, bandas e folguedos públicos.

Ainda não foi divulgada a arrecadação municipal, via ISS, mas pode chegar a 100 milhões de reais, já que o de 2018, menor, gerou mais de 80 milhões. Falta também somar a geração de empregos – de atendentes a ambulantes, recepcionistas, catadores, garçons, costureiras, aderecistas, carpinteiros, músicos, artistas, que gira em torno de 300 mil.

Mas o prefeito parece desconhecer os fatos. Criou dificuldades para os blocos (que não recebem subvenção, é bom que se diga), fez exigências de última hora e quase estraga a festa. Mas, para o ano, pode ficar pior. Crivella já anunciou que reduzirá ainda mais o apoio. Diz que o Carnaval tira dinheiro da Educação e da Saúde. Isso não é verdade. O Carnaval engorda o Orçamento municipal, é festa, diversão e cultura e também é emprego e ARRECADAÇÃO.

Por isso, é urgente para a cidade ter uma lei que aproveite todo o potencial do período, planeje e fomente a festa e garanta os direitos e a segurança da população. A organização e o apoio são fundamentais para prevenir os problemas naturais de grandes eventos, sem interferir na espontaneidade e no caráter democrático do Carnaval. Não dá para deixar essa responsabilidade ao sabor dos gostos e humores do governante do momento.

Na Câmara Municipal, assino um projeto nesse sentido, já aprovado em primeira votação. Agora, é lutar pela aprovação definitiva.

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