É preciso cuidar das pessoas em situação de rua

A questão da população em situação de rua é crescente e dramática. A Audiência Pública que realizaremos no dia 24/06 tratará do assunto

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Em reportagem de Waleska Borges, o jornal O Dia lançou luz sobre a grave omissão da Prefeitura em relação a idosos e idosas em situação de rua, especialmente na questão dos abrigos. Há muita dificuldade para conseguir vagas.

Segundo a defensora Carla Beatriz Maia, do Ministério Público do RJ, para conseguir três vagas, nos últimos 15 dias, ela precisou recorrer à Justiça, que determinou que fossem encaminhados a uma unidade acolhedora, sob pena de multa diária de R$ 3 mil a R$ 15 mil. A defensora presenciou uma funcionária da prefeitura dizer a um senhor em situação de rua que ele não poderia mais ser abrigado por falta de vagas e por ter atingido a idade limite, de 60 anos (!).

A questão da população em situação de rua é crescente e dramática; a dos idosos é ainda mais trágica. A maioria tem a saúde debilitada e muitos foram abandonados pelas famílias, inclusive em hospitais.

Este será um dos pontos abordados na Audiência Pública que vamos realizar no próximo dia 24 de junho. Nos últimos dias, fiz vistorias no Centro Pop e Hotel, ambos na Central do Brasil, e na Unidade de Reintegração Social, em Realengo. Em todas, encontrei problemas de estrutura, como vazamentos. Nas unidades da Central, não havia água nem luz; no Hotel, os quartos estão subutilizados, e, no Centro Pop, que seria um espaço de convivência, o que existe é uma sala vazia com um monte de cadeiras amontoadas. Triste é saber que este é um espelho das demais unidades.

A população em situação é uma realidade para a qual não podemos virar as costas. É preciso tornar visíveis e acolhidas essas pessoas. É preciso cuidar.

Saiba mais sobre a Audiência Pública.


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