Educação é vítima da política genocida

A política de confronto do governador Witzel vem produzindo uma legião de vítimas inocentes invisíveis para grande parte da sociedade

0
3

A política de confronto do governador Witzel vem produzindo uma legião de vítimas inocentes invisíveis para grande parte da sociedade – são os quase 170 mil alunos das escolas municipais do Rio que ficam em áreas de alto risco, além dos mais de 14 mil trabalhadores das mesmas unidades. 

Esse imenso contingente ilustra algumas das fotos que circulam nas redes – meninos e meninas deitados no chão da escola, tentando se proteger dos tiros; meninos e meninas correndo desesperadamente pelas ruas, usando livros, cadernos e mochilas como precários escudos.

A suspensão das aulas e o medo cotidiano vêm impactando fortemente no rendimento dessas gerações escolares e reduzindo ainda mais as chances de superarem as desigualdades sociais. Segundo o prefeito Crivella, nos nove meses de 2019, as escolas da rede já foram fechadas ou tiveram tempos de aula suspensos mais de 700 vezes.

O resultado é devastador. Algumas escolas, especialmente na Cidade de Deus e nos complexos do Alemão e da Maré, estão sendo drasticamente afetadas não só pela paralisação das aulas, mas também porque o medo tem levado professores e alunos a faltarem mais. A notícia de uma operação policial em qualquer comunidade afeta a frequência em outras. Em diversas unidades, o número de horas de interrupções já ameaça o cumprimento da Lei de Diretrizes e Base da Educação, que exige que o ano letivo tenha, no mínimo, 200 dias.

Comentários

comente

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor entre digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.