Em defesa da Educação do Rio não a Crivella

É inadmissível um gestor vir a público ameaçar a população mais vulnerável com a retirada de uma necessidade básica à vida – o alimento

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É inadmissível um gestor vir a público ameaçar a população mais vulnerável com a retirada de uma necessidade básica à vida – o alimento. Foi o que fez o secretário municipal de Educação, César Benjamin, em entrevista à rádio CBN, no dia 2 de junho, quando afirmou que, a partir de julho, não terá dinheiro para a merenda dos 650 mil alunos das escolas públicas municipais.

A ameaça confirma o que há meses é denunciado por estudantes, pais, mães e educadores – a redução das porções e da quantidade de proteínas na merenda.

Esta é a falência do governo Crivella, inepto para o cargo e para a gestão das contas públicas, que só acha recursos para beneficiar aliados. Até maio, sete cargos comissionados recebiam acima do teto constitucional, o salário bruto do chefe de gabinete do prefeito era de R$ 33,8 mil; as gratificações somavam R$ 164 milhões, por mês; 38% da folha de pagamento da prefeitura. Só após a denúncia, os supersalários foram reduzidos para o teto de R$ 24 mil.

A farra das isenções fiscais também aumentou. Crivella, além de manter a isenção para as milionárias empresas de ônibus, quer estender o privilégio para as operadoras de cartão de crédito.

Não podemos aceitar esse estilo de gestão. Para nós, o dinheiro pode acabar para a publicidade, para as viagens inúteis, para os apadrinhados. Jamais pode acabar para a merenda de crianças e jovens.

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