Em Defesa da População em Situação de Rua

A atitude desumana do atual prefeito de São Paulo, que lança jatos de água gelada em pessoas em situação de rua, é uma ameaça que paira sobre todo o país

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Desde muito tempo tenho me somado à luta de tanta gente em prol da população em situação de rua. Lembro-me de que, quando estava na condução da Igreja dos Capuchinhos, tínhamos um trabalho de acolhimento e de procura dos familiares com o envio às suas cidades, dos que desejavam fazê-lo.

Hoje, na política, o caminho deve ser outro, o de produzir, junto com eles, política pública que lhes seja adequada. Desde 2010, nosso mandato preside uma Comissão Especial de Política de População em Situação de Rua.

Para isso, é preciso compreender as várias dimensões dos direitos humanos, dentre elas, o direito à cidade, que soma os direitos à moradia, à saúde, à mobilidade, à alimentação, à empregabilidade, etc. Nesse sentido, temos um Projeto de Lei construído com muita conversa, com muitos autores, inclusive da população em situação de rua, que pretendemos votar neste semestre.

A atitude desumana e fascista do atual prefeito de São Paulo, que derrubou prédio com pessoas dentro e manda lançar jatos de água gelada para que se levantem nas manhãs frias de São Paulo, é uma ameaça que paira sobre todo o país.

Os profetas bíblicos sempre denunciaram este estado de coisas e nos alimentam a voz e a vida para que gritemos, hoje, no Rio e no Brasil, que o aumento de população em situação de rua, tão percebido em nossas cidades, é também fruto do enriquecimento de ricos e do empobrecimento dos pobres, exatamente o que faz o atual governo, comprometido com o Capital acima da vida das pessoas.

Estejamos vigilantes contra os que acham que o caminho é o extermínio dos pobres.

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