Intervenção pra quê?

Reimont avalia o fracasso da intervenção militar na segurança do Rio, fala sobre o aumento da violência e defende a intervenção social como o melhor caminho.

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A intervenção militar na segurança pública do Rio parece caminhar para o fracasso. Na última semana, os jornais denunciaram que, nesses dois meses de intervenção, aumentaram quase todos os índices de CRIMINALIDADE, incluindo roubos de carros, cargas e a pedestres, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

A TIJUCA é um dos bairros mais afetados. Ali, a cada quatro horas, um passante é atacado; no primeiro trimestre do ano, houve 516 roubos a pedestres. Por dia, dois carros são surrupiados e uma loja é assaltada. Segundo o ISP, entre o primeiro trimestre de 2017 e o mesmo período de 2018, o número de roubos ao comércio aumentou 53,8%.

 

Também na última semana, ficamos sabendo que o GALEÃO virou alvo de roubos milionários; só no último dia 15/04, foi furtada uma carga de mais de um milhão de dólares em celulares!

Vemos, assim, que o tão propagandeado socorro federal militar em nada resultou, só em gastos e na violência contra a população mais pobre, que vimos no cerco agressivo a algumas favelas; na revista humilhante em crianças da periferia, e na destruição da área de comércio ambulante da VILA KENNEDY, até hoje sem solução, apesar das promessas de Crivella.

Assim, mais uma vez, revela-se o fracasso de uma política de segurança míope, baseada no confronto com o varejo do crime e na perseguição às comunidades mais pobres. Sem inteligência e planejamento sério, sem policiamento respeitoso e preventivo e, principalmente, sem uma efetiva e permanente INTERVENÇÃO SOCIAL, comprometida com uma nova sociedade, a segurança continuará se agravando, patinando em ações pontuais e sem resultado.

#Reimont

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