Marielle renasce nas ruas

Reimont avalia as manifestações provocadas pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

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Diariamente, a média de 16 pessoas são assassinadas no Rio, cerca de 155 morrem violentamente em todo o Brasil. Mas a execução da companheira  Marielle Franco, que também resultou na morte do motorista Anderson Gomes,  tem um elemento a mais – o da intimidação; houve uma clara tentativa de aterrorizar e calar a voz dos que defendem os direitos das populações mais apartadas da sociedade. Assim, é um ataque direto a todos nós. É, também, um ataque direto ao Legislativo carioca.

O assassinato de Marielle trouxe tristeza, dor e luto. Foi-se mais uma vida que lutava pela vida, mais uma mulher negra que lutava pela emancipação do povo, das mulheres e da juventude negra.

Mas os que planejaram tal atrocidade não tinham a dimensão de Marielle. Se queriam medo, não conseguiram. Em questão de horas, as ruas do Rio e de diversas cidades do país e do exterior se encheram de uma gente que transformou a tristeza em luta. No Centro do Rio, a multidão permaneceu nas ruas por mais de 12 horas. Éramos milhares e milhares de Marielles.

No dia seguinte, na praça Saens Peña, na Tijuca, jovens estudantes da rede pública protestaram contra a retirada de direitos. Ao lado de faixas “contra as reformas, pela Escola” e cartazes de “Fora Temer”, “Fora Pezão”, gritavam “Marielle, Presente!”

Nas ruas, no compromisso de construir um mundo fraterno, a chama de luta de Marielle permanece viva, vibrante, reunindo e unindo todas e todos que lutam por um mundo mais igual, livre e solidário.

É Marielle presente, presente, presente.

Reimont

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