PT, Ceciliano e o governo Crivella

Reimont parabeniza a decisão da Executiva Estadual do PT contra André Ceciliano e convoca o Diretório Municipal a declarar Oposição a Crivella

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Recebemos com muita esperança a notícia de que a Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores decidiu punir o deputado estadual André Ceciliano, que teve os direitos partidários suspensos por seis meses e irá responder à comissão de ética do partido.

O parlamentar – que ocupa a presidência em exercício da ALERJ desde o afastamento, por motivos de saúde, do deputado Jorge Picciani – está sendo punido por manter e apoiar a pauta neoliberal do governo Pezão, colocando em votação o projeto de lei que aumenta a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para 14%. Em fevereiro, ele já tinha votado a favor da privatização da Cedae. As duas atitudes contrariam as orientações do PT e da bancada do partido na ALERJ.

Por isso, vemos com muita esperança a decisão partidária, porque reafirma os compromissos do PT com a classe trabalhadora, sinaliza que não haverá conciliação com quem fugir a esse compromisso e demarca a oposição ao governo Pezão.

Esperamos que esse mesmo entendimento chegue ao Diretório Municipal, para que manifeste, publicamente, a nossa oposição ao governo de Marcelo Crivella. Nesses cinco meses, e mesmo com uma flagrante inaptidão para o exercício da gestão pública, Crivella já deu amplas demonstrações de que alinha-se                                    ao conservadorismo neoliberal.

Os exemplos são inúmeros, cito alguns. O prefeito ampliou a política de cortes de benefícios dos servidores, mas manteve as isenções fiscais para as milionárias e poderosas empresas de ônibus. Quer reduzir o Imposto Sobre Serviço (ISS) para as operadoras de cartões de crédito, mas, sob a alegação de que o município está sem recursos, avisa que só irá honrar os compromissos essenciais para a população até agosto/setembro – já cortou R$ 3,2 bilhões do orçamento do Rio; só da Saúde, foram R$ 547 milhões e, na Educação, o corte foi de R$ 112 milhões. Diz que não terá dinheiro para o pagamento de servidores e pensionistas e ameaça aumentar a contribuição previdenciária desses trabalhadores e trabalhadoras.

Não bastasse, Crivella mantém à frente da Secretaria de Ordem Pública um agente da repressão da ditadura civil-militar de 1964-85, o coronel da reserva da PM-RJ Paulo César Amêndola, cujo principal projeto é armar a Guarda Municipal e ampliar o estado policial. Em março, a professora indígena Mônica Lima foi vítima desta Guarda, que juntou-se a PM para reprimir um ato contra a reforma da previdência do governo golpista de Temer; a brutal agressão do guarda quebrou a perna de Mônica, que até hoje está em tratamento.

Esta é realidade da gestão Crivella, contra a qual o Partido dos Trabalhadores deve se opor de maneira clara, incisiva e pública. A decisão da Executiva em relação a André Ceciliano é um importante passo na recuperação das bases ideológicas do PT. Esperamos e confiamos que haverá outros mais, com a oposição ao governo de Crivella.

Por um PT de massas, orgânico, democrático e combativo. Viva o PT de lutas!

#reimont

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