Papa diz que mais pobres não podem pagar pela crise

Em carta ao governo brasileiro, o Sumo Pontífice exortou o presidente Michel Temer a evitar medidas que agravem a situação da população carente do Brasil.

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A luta contra a perda de direitos ganhou um reforço de enorme importância, nesta semana, quando o papa Francisco, em carta ao governo brasileiro, exortou o presidente Michel Temer a evitar medidas que agravem a situação da população carente do Brasil.

“(…) não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que, muitas vezes, se vêem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais, para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, declarou. A mensagem do Sumo Pontífice chega ao Brasil no momento em que as igrejas católicas e cristãs se manifestam publicamente contra as reformas de Michel Temer.

No final de março, presidentes e representantes de 10 igrejas evangélicas históricas divulgaram nota contra a reforma da Previdência, pedindo orações para “que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas”.

O documento é assinado pelas correntes Aliança Evangélica Brasileira, Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista Nacional, Igreja Evangélica Luterana do Brasil, Rede Evangélica Nacional de Ação Social, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Metodista no Brasil, Igreja Metodista Livre no Brasil e União das Igrejas Congregacionais do Brasil.

Já a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convoca “os cristãos e pessoas de boa vontade a se mobilizarem” e critica as reformas: “Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos, sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016, não existe referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica”.

Na Semana Santa, várias dioceses também se manifestaram contra as reformas da Previdência e Trabalhista, criando uma grande corrente de resistência que se espalha por todo o país.  NÃO ÀS REFORMAS!

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