Parlamentarismo é golpe

Com medo de Lula, em 1994 reduziram o mandato presidencial de 5 para 4 anos. Agora, também com medo, querem acabar com o presidencialismo

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Com o crescimento de Lula e do PT, como apontam todas as pesquisas, o PSDB – com apoio de Temer, do ministro Gilmar Mendes e de algumas cabeças do PMDB – faz um movimento para convencer a população de que o parlamentarismo é o caminho que unificará o país, para vencer a crise. É golpe! 

A tentativa de mudar, agora, o sistema de governo visa apenas a esvaziar a autoridade do futuro presidente (seja Lula ou qualquer candidato de esquerda) e garantir a permanência dos golpistas neoliberais no poder. Será deles o primeiro-ministro, mesmo contra a vontade popular. Se a proposta passar, será a glorificação dos sem votos.

Eles tentam emplacar o parlamentarismo a toque de caixa, sem o plebiscito indicado pela Constituição. Na proposta, ainda pouco explicada, a eleição para presidente será mantida, mas com radical enfraquecimento do poder presidencial. Quem, de fato, ficará à frente do governo será o primeiro-ministro, escolhido por deputados federais e senadores. 

Com baixa expectativa de mudança na futura composição do Congresso, podemos bem imaginar que tipo de primeiro-ministro será escolhido. Talvez, um Henrique Meirelles; talvez, um Aécio Neves; talvez, o próprio Gilmar. O nome do “eleito” é dúvida, mas o seu papel está assegurado – manter os privilégios da elite e as políticas excludentes, que prejudicam a população.

A essa proposta, dizemos NÃO!

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