Por uma nova sociedade

A chegada do inverno torna ainda mais dolorosa a situação das pessoas que vivem nas ruas e alerta para o acelerado empobrecimento da população

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A chegada do inverno torna ainda mais dolorosa a situação das pessoas que vivem nas ruas e alerta para o acelerado empobrecimento da população e para a necessidade de recuperarmos os compromissos do estado social.

Eles e elas não são invisíveis. Nós é que somos cegos, no único sentido pejorativo, que é aquele que não quer ver. Esses irmãos e irmãs são o pesadelo de uma sociedade que se formou a partir da exclusão, do acúmulo, do dinheiro, da exploração e do racismo institucional.

Onde vamos parar, se a reforma trabalhista joga na rua, diariamente, milhões de desempregados e subempregados? O que esperar de um governo que retira investimentos da saúde, da educação e das políticas de habitação e é “cego” para os mais pobres e vulneráveis.

Jesus andou com os pobres e por isso foi condenado e morto por senhores “cegos”. Francisco, o de Assis, foi morar no meio deles e contrariou os “cegos” de seu tempo. Francisco, o de Roma, acolheu as pessoas em situação de rua e certamente irritou muitos “cegos”. Os “cegos” depuseram Dilma, prenderam Lula e mataram Marielle e Anderson.

Eis o nosso pesadelo! Mas bendito pesadelo, porque nos diz que é preciso construir outras relações, outra sociedade. A nossa construção é para que um novo céu e uma nova terra emerjam e os pobres haverão de protagonizá-los, porque os “cegos” não encontrarão o caminho.

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