Porquê Diretas Já

Só as Eleições Gerais imediatas, representam, neste momento, o caminho para a reconstrução do tecido social e da Democracia.

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Se o “Fora,Temer” é quase unânime, o chamado por “Diretas Já” ainda divide a militância com o “Volta, Dilma”, como se fossem palavras de ordem antagônicas. Não vejo assim.
A presidenta Dilma Rousseff foi deposta por um golpe midiático-jurídico-parlamentar e é legítimo exigir que seja anulado pelo STF. Mas as denúncias contra Temer e Aécio Neves, presidente nacional do PDSB, agravaram rapidamente o quadro de ruptura institucional, de deterioração da República. Temos um país governado por bandidos flagrados nos atos de pilhagem. Temos um Judiciário, que, na sua quase totalidade, está comprometido com o golpe.

O debate urgente é sobre o que acontecerá com a saída do usurpador. A mídia hegemônica já mostrou o seu lado – “(…) não há outra alternativa. Emendas para antecipar eleições e similares só fazem ampliar o grau de incertezas, já bastante elevado” – o globo (19/05)

Por isso, acredito que só as Eleições Gerais imediatas, representam, neste momento, o caminho para a reconstrução do tecido social e da Democracia. A escolha do próximo presidente não pode ser conduzida pela mídia e por um Congresso sem credibilidade. Temos que seguir nas ruas, juntando a nossa voz à da presidenta Dilma, em defesa das Diretas Já.

“Devemos reverter a arbitrariedade por um chamado a eleições diretas.” – Dilma Rousseff, ao jornal argentino Página 12, em 13/05
“Nós precisamos de eleições diretas. Só vamos retomar o desenvolvimento com eleições diretas” – Dilma, na Universidade de Harvard (EUA), em 08/05

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