Queda de Parente é pouco

A mudança de comando não muda a política de gestão da estatal, colocada a serviço dos interesses estrangeiros

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Pedro Parente pediu demissão da presidência Petrobras e isso é para comemorar. Ele caiu em meio à monumental crise provocada por aumentos quase diários dos combustíveis, que gerou a paralisação dos caminhoneiros e o desabastecimento do país. A saída do “gerentão” tucano é, portanto, excelente, mas de pouco adiantará se não houver uma radical mudança na gestão da empresa. A Petrobras vem sendo sucateada no objetivo de atender a interesses externos, especialmente dos Estados Unidos, e para disfarçar a privatização em fatias.

A sociedade exige a mudança desse rumo. Segundo o Datafolha, 74% dos brasileiros são contrários à venda da empresa ao capital internacional e 55% rejeitam a venda mesmo a empresas nacionais. Mas, na contramão da maioria, a atual direção vem negociando a estatal aos pedaços, sempre para grandes grupos internacionais.

Nessa lista, já está programada a venda de até 60% de quatro grandes refinarias: a REPAR, no Paraná; a Abreu e Lima, em Pernambuco; a RLAM, na Bahia, e a REFAP, no Rio Grande do Sul; juntas, elas têm capacidade de processar 846 mil barris, por dia. A venda dessas quatro unidades afetará 3.700 trabalhadoras e trabalhadores. Mas o número final será maior, porque o pacote incluirá 24 dutos e 12 terminais. Será que a saída de Parente interromperá essa “tenebrosa transação”?

A política de preços é a ponta que mais afeta a sociedade, mas é consequência de uma política maior, de entrega da nossa maior empresa ao capital estrangeiro. E isso só vai mudar se a Petrobras voltar a ser uma empresa pública, colocada a serviço do interesse público.

Defender a Petrobras é defender o Brasil. #ForaGolpistas

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