Quem responde pela tragédia?

Tempestade e descaso deixam rastro de destruição no Rio

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Qualquer manifestação sobre o que ocorreu em nossa cidade no último dia 6 de fevereiro, começa por lamentar a perda de vidas humanas; a essas pessoas, seus familiares e amigos, prestamos os nossos sentimentos e a nossa solidariedade.

Seria irresponsável culpar o prefeito por todos os danos causados pela forte tempestade. Mas seria igualmente irresponsável silenciar diante das escolhas feitas pelo governo Marcelo Crivella, que tornam a tragédia de ontem uma consequência até esperada.

Como denunciamos desde 2017, uma das causas da extensão da tragédia é a política de cortes no orçamento de manutenção de bueiros, conservação de vias, coleta de lixo, limpeza das ruas etc. Desde a posse, Crivella vem reduzindo os investimentos no cuidado com a cidade e sua população. Veja aqui.

2017 – previsão orçamentária da área de controle de enchentes caiu de R$ 759 milhões (2016) para R$ 207 milhões. Gastos efetivamente realizados – R$ 111 milhões. 
2018 – previsão orçamentária de R$ 115,6 milhões. Gastos efetivamente realizados – apenas R$ 11,9 milhões!
2019 – desde 4 de janeiro, a fundação Rio-Águas, que também cuida da prevenção e controle de enchentes, está sem presidente.

Dois dias depois das chuvas, a cidade ainda sofria com bolsões de água, lixo, falta de luz e bloqueios de ruas e acessos.

Sabemos que nada irá reparar integralmente as inúmeras perdas provocadas pela tempestade, especialmente as de vidas, mas é preciso que a administração pública responda por suas escolhas e omissões.

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