Reimont é contra as mudanças apressadas no IPTU

Aumentar o IPTU? Por que não cobrar os R$ 9 bilhões dos grandes sonegadores

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Na última semana, encaminhei o meu voto contrário e em separado, pela Comissão Permanente de Cultura, que presido na Câmara, ao projeto do prefeito Crivella para o IPTU, feito sem qualquer consulta à população e a seus representantes no Legislativo.

É impossível examinar, na pressa, uma questão que tanto afetará as pessoas. As mudanças propostas incluem a revisão do valor venal dos imóveis, o que implicaria em aumentos de até 67,19%, e também o fim da isenção para as chamadas Unidades Autônomas Populares, o que pode prejudicar até 400 mil famílias dos segmentos mais pobres.

Também questionamos o fato da Prefeitura não se manifestar em relação aos grandes sonegadores dos impostos municipais, IPTU e ISS, que devem muitos bilhões de reais. A Coordenadoria de Auditoria e Desenvolvimento, na inspeção de 2015, registrou uma dívida de IPTU de R$ 4,2 bilhões dos 15 maiores sonegadores, que são os espólios de Abílio Soares de Souza e de Pasquale Mauro, a Fundação Getúlio Vargas, a Dataprev e a Construtora Carvalho Hosken, entre outros. Ao ISS, os 15 principais sonegadores, como a Unimed e o Jóquei Clube, devem mais de R$ 4,8 bilhões. Só, aí, já são 9 milhões de reais.

Combater a sonegação é indispensável para garantir a saúde financeira do Rio de Janeiro. É disso que precisamos tratar, ao falar em arrecadação; ao invés de aumentar os impostos, é preciso ir atrás dos devedores.

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