Rio sitiado: reage, Rio

O esfacelamento dos governos dos golpistas de Temer e Pezão e a gestão imperial de Crivella colocam o Rio no centro de uma das maiores crises da nossa história, vitimando, principalmente, a população mais pobre

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O esfacelamento dos governos dos golpistas de Temer e Pezão e a gestão imperial de Crivella colocam o Rio no centro de uma das maiores crises da nossa história, vitimando, principalmente, a população mais pobre.

Aqui, batemos tristes recordes. Chegamos a março com 1,2 milhão de desempregados no estado. Pezão insiste na privatização da Cedae e na perda de mais direitos dos 200 mil servidores, aposentados e pensionistas que já não recebem desde abril e estão sem o 13º. As universidades UERJ, UEZO e UENF podem fechar as portas. O desmonte dos hospitais públicos federais da cidade cassa o direito à saúde. Balas perdidas fazem três vítimas, por dia; bebê é baleado ainda no ventre da mãe; uma senhora de 72 anos é morta junto com a filha que tentava socorrê-la.

Segundo o jornal Extra, a Zona Norte da nossa cidade registra a maior parte dos casos, com 145 feridos e destaque para o Complexo da Maré, onde, no último dia 07/07, a Polícia Militar invadiu a Escola Municipal Osmar Camelo, para usar o espaço como base de operações. Fora da capital, a Baixada Fluminense lidera, com 154 ocorrências.

Na cidade, Marcelo Crivella impõe uma gestão privatista e antipopular; ameaça com aumento de tributos, retrocesso na Cultura e cortes na Educação e nos direitos de servidores, mas mantém os privilégios dos mais abonados. O Rio não merece, o Rio precisa reagir, em defesa de uma cidade para todas e todos, fraternal, democrática, libertária.

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