Um tour do terror pelos túneis e passarelas do Rio

Como presidente da CPI que investiga o desabamento parcial do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, iniciei vistorias nos túneis, passarelas e pontes da cidade e estou pressionando a Prefeitura por soluções

0
26
Visita técnica túnel Rafael Mascarenhas

Nessa semana, estivemos na Gávea para averiguar as condições do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, cujo teto desabou no mês passado. Nosso papel é sempre apurar se houve (ou há) falhas de conservação e manutenção da prefeitura. Assista ao vídeo e veja como foi o nosso trabalho.

Posted by Vereador Reimont on Thursday, June 27, 2019

Como presidente da CPI que investiga o desabamento parcial do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, iniciei vistorias nos túneis, passarelas e pontes da cidade e estou pressionando a Prefeitura por soluções. No dia 29 de junho, publiquei um artigo no jornal O Dia, mostrando o abandono desses equipamentos. Convido você para ler alguns trechos.

A cidade do Rio de Janeiro, famosa mundialmente pela sua topografia de excepcional beleza, entre montanhas, paredões rochosos, morros e conjuntos de serras entre o mar e florestas tem mais de 20 viadutos, que precisam de reparo e a maioria necessita de recuperação estrutural, segundo levantamento da prefeitura. Na mesma situação, encontram-se passarelas e pontes.

(…) o desabamento parcial do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, em maio último, ocorrido durante uma forte tempestade, trouxe o alerta sobre a grave precariedade dos serviços municipais de fiscalização, conservação e manutenção dos equipamentos públicos. O episódio ultrapassa a questão climática, como das chuvas, uma vez que poderia ter ocorrido em qualquer outro momento, segundo as informações disponíveis. Diante desses fatos, a pergunta que não quer calar: como se encontram os cerca de mil viadutos e pontes da capital?
A reação da prefeitura foi anunciar a reforma dos cinco grandes túneis da cidade: Rebouças, Santa Bárbara, Noel Rosa, Zuzu Angel e Rafael Mascarenhas. Mas a autorização para licitar obras no valor de R$ 325 milhões foi publicada em 2018 e, desde então, o valor foi reduzido para menos da metade e o processo foi paralisado. E, embora não esteja na lista de obras, o Elevado Paulo de Frontin (onde, não podemos esquecer, que em 1971, um trecho de 50 metros desabou, matando 20 pessoas e ferindo 18) merecia atenção, pois são visíveis os problemas na estrutura.

Risco – Os cariocas estão em risco e a manutenção é a única forma de se evitar acidentes. Sou morador da Zona Norte e passo pelo viaduto Paulo de Frontin – não tenho parâmetros técnicos, mas não é preciso ser especialista para ver a queda de reboco e a vegetação nascendo nele.

Convido o leitor a fazer uma city tour do terror. Passar pelo viaduto de São Cristóvão, onde verá que o asfalto é irregular e arbustos brotam do cimento; poderá atravessar o viaduto da Mangueira, onde o mato cresce nas pistas. Ou dar uma passada pelo Túnel Saint Hilaire, na Lagoa, que dá acesso ao Túnel Rebouças, por onde passam cerca de 150 mil veículos/ dia e, , no sentido Zona Sul, ver a trinca que atravessa o asfalto e abre um espaço de cinco centímetros na barreira de concreto lateral da pista. O leitor poderá ver que, no Túnel Zuzu Angel, uma árvore cobre parte da entrada e das placas de sinalização. E também poderá constatar o perigo das passarelas da Rua Arquias Cordeiro, em frente ao Hospital Municipal Salgado Filho, e das duas da Avenida Menezes Cortes, no Engenho Novo.
Esse é um risco imposto a milhões de moradores da cidade e turistas do mundo inteiro que nos visitam.

Saiba mais sobre os trabalhos da CPI:

CPI para investigar a situação de túneis, pontes e viadutos da cidade

Reimont preside “CPI dos Túneis e Viadutos”

Comentários

comente

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor entre digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.