A riqueza do lixo

Audiência Pública presidida pelo vereador Reimont debate catação de lixo e reciclagem. Comlurb e Firjan prometem avaliar proposta de catadores.

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O Rio é a cidade que mais produz lixo no Brasil, mas é a que menos aproveita os materiais recicláveis encontrados no lixo, como latas, plásticos etc. No Rio, apenas 1,9% do lixo vai para a reciclagem, demonstrando o desperdício de uma importante fonte de emprego, renda e equilíbrio ambiental.

Esse foi o tema da Audiência Pública presidida pelo vereador Reimont, no último dia 05/10, atendendo a um pedido do Fórum Permanente de Catadores da cidade. No encontro, foi apresentado o projeto das redes de catadores e catadoras, para a contratação de coleta seletiva, que pode aumentar a capacidade dessa coleta em 24 toneladas/dia. As três redes do Rio – a Febracom, a Rede Recicla Rio e a Rede Movimento/RJ – reúnem mais de 50 empreendimentos econômicos solidários, totalizando cerca de 1.000 catadores organizados.

O projeto, encaminhado a cerca de dois meses a Comlurb e à Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), ganhou o apoio das instituições presentes ao debate –Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e Defensoria Pública do Estado –, que se dispuseram a garantir a implantação da proposta, considerada de extrema importância para a cidade. Segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, a reciclagem é uma das mais importantes soluções para combater o desemprego e a pobreza, gerando, ainda, impacto ambiental positivo. Mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, cerca de 1% da humanidade, coleta, faz a triagem e recicla os resíduos gerados pelas cidades.

A Comlurb informou que apresentará o parecer técnico-jurídico sobre a proposta até 16/10 e a Firjan se comprometeu a dar retorno até 20/10.

Participaram da mesa, Claudete Costa, presidente do Movimento Nacional de Catadores (foto), Jorge Peron, gerente de Sustentabilidade do Sistema FIRJAN, Claudio Santos, da Defensoria Pública da União, Cynthia Lopes, do Ministério Público do Trabalho, e Fabiano Cruz Lopes de Araújo, coordenador de Coleta Seletiva da Comlurb.

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