No desabamento do túnel Rafael Mascarenhas, sobra lixo de luxo e falta investimento

Segundo a Prefeitura, o principal responsável pelo desabamento de parte do Túnel Rafael Mascarenhas seria um morador de um superluxuoso condomínio no Leblon

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O principal responsável pelo desabamento de parte do teto do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, no último dia 17 de maio, seria um morador do superluxuoso condomínio Jardim Pernambuco, no Leblon, zona sul do Rio. Segundo a Prefeitura, ele teria jogado sobre o teto do túnel mais de 100 toneladas de lixo, incluindo pneus, eletrodomésticos, móveis e guaritas. Ele será multado em R$ 3 milhões, valor estimado da obra de recuperação do túnel.

A informação foi antecipada para os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as causas do desabamento, em inspeção realizada na área do desabamento, no último dia 24 de junho. Presidida e criada por Reimont, a comissão também irá vistoriar as condições de conservação dos túneis Rebouças, Santa Bárbara, Noel Rosa e Zuzu Angel, bem como a Ciclovia Tim Maia, que apresentam rachaduras e infiltrações. 

“Em dezembro do ano passado, a Prefeitura anunciou, com bastante alarde, a reforma de cinco grandes túneis – Rebouças, Santa Bárbara, Noel Rosa, Zuzu Angel e Rafael Mascarenhas -, mas, em março, a previsão orçamentária, que era de 325 milhões, foi reduzida e, por fim, em abril, a licitação foi cancelada”, denuncia Reimont.
O vereador também alerta para o grave quadro de cortes de investimentos e de pessoal nas áreas essenciais aos serviços de fiscalização, monitoramento e conservação dos equipamentos urbanos

“São preocupantes as informações sobre o esvaziamento tanto orçamentário como de pessoal e material dos órgãos responsáveis por vistorias e análises. Esse se traduz em um grave risco imposto a milhões de moradores e turistas que visitam o Rio”, afirma Reimont.

A CPI vai cobrar a retomada desses investimentos, assegurando a prioridade para reparação dos túneis, viadutos e passarelas em estado mais crítico. Para isso, conta com o apoio do Clube de Engenharia, Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia – IBAPE/RJ e Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro – Senge/RJ

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