Vamos falar sobre a Amazônia?

Às vésperas do Sínodo da Amazônia, o nosso mandato juntou-se ao grupo Fé e Política João Chribinn para uma conversa pública sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia brasileira

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Às vésperas do Sínodo da Amazônia, o nosso mandato juntou-se ao grupo Fé e Política João Chribinn para uma conversa pública. Esse é um tema cada vez mais presente em nossa sociedade, em um debate provocado pelo aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia brasileira, sob o governo Bolsonaro. Por um lado, o mundo cobra uma reação urgente à destruição da área, fundamental para o equilíbrio ambiental do planeta; por outro, o governo alega que o território é brasileiro e só interessa aos brasileiros, enquanto sinaliza que vai liberar o garimpo na área, inclusive para empresas estrangeiras.

Na verdade, a região amazônica tem 7,8 milhões de km² e inclui áreas de nove países – Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. A parte brasileira abrange os sete estados da região Norte, mais o Maranhão e o Mato Grosso. O rio Amazonas e suas florestas equatoriais nutrem o solo e regulam, por meio da reciclagem da umidade, os ciclos da água, da energia e do carbono de boa parte do nosso planeta.

Por isso, o Sínodo, que acontece em Roma, até 27/10, busca respostas importantes para a humanidade. Em sua maioria, os temas foram sugeridos pelas comunidades que habitam a região, como o desmatamento; o garimpo; o narcotráfico; a criminalização e o assassinato de ativistas ambientais; a privatização de bens naturais, como a água; o alcoolismo; a violência contra as mulheres; a exploração sexual; a falta de demarcação dos territórios indígenas, e a pobreza.

“Nunca os povos originários amazônicos estiveram tão ameaçados como o estão agora. É necessário um trabalho que ajude a ver a Amazônia como uma casa de todos, que merece o cuidado de todos. Para a Terra e a humanidade, no seu conjunto, a Amazônia é parte vital dessa nossa ‘casa comum’.” – Papa Francisco

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