Crivella derruba quiosques e sonhos

Reimont defende as trabalhadoras e trabalhadores que tiveram seus quiosques destruídos pela prefeitura em Vila Kennedy. E cobra soluções efetivas, que não prejudiquem ainda mais as pessoas.

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Os moradores e moradoras da Vila Kennedy, que já virou área preferencial das operações da intervenção federal no Rio, foram surpreendidos no dia 09/03 pela ação arbitrária e desumana da prefeitura de Crivella, que colocou abaixo os quiosques do comércio de rua instalados na Praça Miami, retirando violentamente o sustento de mais de 30 famílias.

A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) chegou sem aviso prévio e os comerciantes souberam do ataque por vizinhos e amigos; alguns se jogaram na frente das máquinas para tentar salvar suas mercadorias e alguns objetos, em meio a muito desespero.

Graziele Gomes, de 40 anos, que trabalha há 4 anos na praça, resumiu a dor coletiva: “Ontem, o Exército esteve aqui e me deu rosas pelo Dia da Mulher. Hoje, eles vieram com a Seop e arrancaram meu sustento do nada. Sou mãe de cinco filhos e tirava daqui o dinheiro do meu aluguel. Agora, meu sonho acabou” – disse, chorando.

Em lugar de trabalhar para regularizar os ambulantes, Crivella preferiu retirar o sustento das pessoas. Agora, depois da terra arrasada e das inúmeras críticas que recebeu, diz que vai cadastrar os comerciantes e resolver o problema. Mas o que será dessas famílias até lá?

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