E o direito à cidade?

0
26

A falta de planejamento e o desrespeito às pessoas ameaçam importantes áreas livres de Copacabana, Humaitá e Leblon, bairros que convivem com a especulação imobiliária e com a desumanização dos espaços.

COPACABANA – sem consulta ou esclarecimento, a prefeitura iniciou as obras de reabertura da Rua Almirante Gonçalves; da noite para o dia, o que era praça virou canteiro de uma obra atabalhoada e irregular, uma vez que não tem a obrigatória placa de identificação do órgão responsável, custo, prazos e responsável técnico. O resultado da pressa já foi um cano de esgoto furado e a interrupção da obra, que esbarrou em DUAS instalações de águas pluviais.  No canteiro, sobram lixo, tubos, fios e pedras, ameaçando a população.

“É a completa barbárie urbanística e administrativa”, protestou o arquiteto Carlos Fernando de Andrade, ex-superintendente do IPHAN.

HUMAITÁ E LEBLON – também sem consulta, o governo federal anunciou que venderá os terrenos da Cobal. No Humaitá, onde cem lojas e boxes geram mais de mil empregos diretos e cerca de 4 mil indiretos, a grita foi imediata, unindo comerciantes, clientes e moradores do entorno. Um abaixo-assinado contra a proposta já reúne mais de 2 mil adesões.

“A Cobal é um espaço de afeto do bairro e não vamos deixar que ela seja destruída”, defende Regina Chiaradia, presidente da Associação de Moradores de Botafogo (Amab).

Comentários

comente

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor entre digite seu nome aqui