Mais uma vez, Crivella falha com a educação

Que a Educação municipal está em crise, todos sabemos. Mas é triste ver o quanto isso atinge as crianças logo nos primeiros meses e anos de vida, como é o caso da falta de vagas nas creches públicas.

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Que a Educação municipal está em crise, todos sabemos. Mas é triste ver o quanto isso atinge as crianças logo nos primeiros meses e anos de vida, como é o caso da falta de vagas nas creches públicas. 

Do final de 2018 a junho de 2019, o número de crianças na lista de espera aumentou em 11%. A fila que mais cresceu foi a da Zona Norte: 10.342, com um aumento de 52%. Mas, entre os dez bairros com mais crianças aguardando vaga, nove estão na Zona Oeste – Curicica tem mais de 4 mil crianças na fila e Campo Grande, Anil e Rio das Pedras tem, cada um, mais de 3 mil. Em Rio das Pedras, a Creche Municipal Rio Novo é a instituição com maior fila: 1.556 crianças. Elas fazem parte de um total de 36.424 meninas e meninos que, hoje, aguardam vagas nas creches públicas do Rio. 

Esses dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação, pelo jornal EXTRA. Mas, em nota ao jornal, a Secretaria Municipal de Educação informou que “não é possível definir se existe uma fila de espera e, se fosse o caso, o quantitativo real”. 

A confusa nota revela a intenção de esconder as informações sobre o problema. Talvez esta seja a razão que leva o prefeito a adiar a regulamentação da nossa Lei 6.565/2019, aprovada em março, que determina que a prefeitura publique em seu site a lista de espera em creches e escolas da educação infantil. Sem transparência, Crivella fica mais à vontade para não tomar providências.

Negar o acesso à primeira etapa da Educação Infantil viola direitos das crianças e de mães, pais e responsáveis, que precisam trabalhar. Não foi com esse compromisso que Crivella conquistou votos.

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