O governo Crivella é uma lástima

Reimont fala sobre a decisão de Crivella de aumentar a passagem de ônibus e manter as péssimas condições dos veículos, enquanto deixa pra trás a lei do fim da dupla função dos motoristas e da volta dos cobradores.

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O prefeito chega ao segundo ano de mandato enfrentando uma crise monumental. Os problemas pipocam na administração, revelando a inabilidade de Crivella para a função executiva. A semana passada terminou com a demissão do secretário municipal de Educação, que saiu xingando os colegas de governo.

Em meio à crise, Crivella mantém o sorriso grudado na face e nega todo e qualquer problema. Aliás, a capacidade de mentir do prefeito só não é maior do que a sua capacidade de governar apenas para os mais ricos. Também na última semana, Crivella voltou a rasgar promessas campanha. Ele assinou com a Rio Ônibus um “termo de conciliação”, que só beneficia os donos das empresas de ônibus. A ideia é aumentar a passagem para R$ 4,00 e adiar para final de 2020 a obrigação de modernizar a frota e colocar ar condicionado em todos os ônibus!

O acordo precisa ser aprovado pela Justiça, mas parece que não será fácil. O Ministério Público já disse que é contra e criticou duramente o acordo, que chamou de “afronta não apenas ao MPRJ, mas ao próprio Poder Judiciário”.

Em nota, o MP manifestou total oposição aos acertos definidos entre Crivella e os empresários de ônibus: “Apesar de toda a precariedade dos ônibus que circulam atualmente, o ‘acordo’ ainda aumenta a vida útil dos veículos, em nítido desrespeito aos usuários do serviço”, finaliza o Ministério Público.

Enquanto cuida dos empresários, Crivella deixa de lado a classe trabalhadora e a segurança das pessoas e das viagens. Até hoje, ele não cumpriu a promessa de regulamentar a Lei do Fim da Dupla Função e Volta dos Cobradores, de minha autoria. Até quando, prefeito?

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