Solidariedade a Alfredinho do Bip Bip e ao padre França

Reimont presta solidariedade a duas pessoas agredidas quando homenagearam a vereadora Marielle, em episódios de intolerância.

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Toda a nossa solidariedade ao padre Mário de França Miranda, da Igreja da Ressurreição, em Ipanema, que foi xingado, no meio da homília, e ao nosso querido amigo Alfredinho Mello, o Alfredinho do Bip Bip, bar de Copacabana que reúne Cultura, trabalho social e defesa da democracia, das populações mais empobrecidas e de um país e de um mundo mais justos, fraternos e igualitários. Ambos foram agredidos, neste domingo, 18/03, por conta de homenagens que prestaram a Marielle Franco, liderança política do PSOL, brutalmente executada em uma emboscada no Centro do Rio.

No caso do padre, que é jesuíta e professor na PUC-Rio, os fiéis expulsaram os dois agressores da igreja. O do Alfredinho foi ainda mais grave, porque terminou a noite “conduzido” a uma delegacia, interrogado e arrolado em um processo, por conta de uma confusão criada por um Policial Rodoviário Federal, de folga e a paisano, que se irritou e interrompeu a homenagem, feita durante a tradicional roda de samba do bar.

Houve também uma forte reação das pessoas, uma discussão e o policial foi embora. Mas voltou, meia hora depois, alegando que foi agredido por alguém que não identificou. A PM foi chamada, uma tenente tentou mediar a situação, mas o agente rodoviário insistiu em “conduzir” Alfredinho à delegacia. Ele ainda pediu apoio a sua corporação, que enviou uma viatura, com quatro policiais.

Alfredinho, de 74 anos, permaneceu na delegacia até quase 3 da madrugada. Saiu cansado, com fome e arrolado como testemunha de uma agressão que não viu. O delegado aceitou a versão de que o agente da PRF foi vítima de lesão corporal.

Um amigo me disse hoje: tomou o trem? Tem que seguir em frente. Seguiremos firmes na luta contra a força bruta, a favor de todos, mas, preferencialmente, a favor dos pobres, dos trabalhadores, das minorias, porque a democracia precisa ser defendida e ela pressupõe uma tensão, não uma acomodação.

Nossa solidariedade irrestrita a vocês, amigos Alfredinho e padre França.

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